UMA ECONOMIA DE PARTILHA

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A economia colaborativa  está a mudar não só o modo como funciona a lei da procura e da oferta mas também todo um conjunto de relações com os bens materiais e, inclusive, as relações pessoais e de trabalho.

Conhecida também por economia compartilhada ou por consumo colaborativo, a economia colaborativa, como o próprio nome sugere, baseia-se na colaboração entre pessoas e ou empresas. Ela possibilita a partilha de bens e serviços, em contraste com as relações de trabalho e consumo tradicionais bastante centralizadoras.

O movimento da economia colaborativa visa a troca entre o que cada um pode oferecer de melhor, priorizando um bom atendimento ou experiência por um preço bem mais justo. O Airbnb é um dos exemplos mais bem-sucedidos de economia colaborativa, assim como alguns aplicativos como o Uber.

Em Moçambique podemos aludir ao exemplo da MozDevz, uma comunidade de desenvolvedores de software e aplicações focada na sensibilização, desenvolvimento e conexão entre estudantes, profissionais e entusiastas da área de Tecnologias de Informação e Comunicação ao sector corporativo e às organizações da Sociedade Civil, promovendo iniciativas com enorme impacto social e económico.

O coworking, enquanto um espaço que privilegia o trabalho colaborativo ou partilhado, tem tudo a ver com essa nova tendência económica e é, sobretudo, uma face importante para a consolidação da economia colaborativa. Ele  favorece a partilha de experiências entre seus membros, seja na construção de novas parcerias de trabalho ou na troca de conhecimento. Uma das bases típicas deste negócio é, fora a a atractividade de um bom custo/benefício do serviço, a possibilidade de gerar uma rede de relações mais sustentáveis, duradouras e com elevado impacto social.

Este último factor é extremamente interessante porque ao avaliar-se a economia colaborativa com uma mentalidade tradicional não se é capaz de observar a quantidade de oportunidades que despontam nesse novo cenário, que não só despontam para startups mas também para grandes empresas.

Ao contrário das análises de alguns economistas, empresas grandes, pequenas e até indivíduos podem aumentar a sua facturação e encontrar possibilidades de sobreviver à crise através da economia colaborativa. No entanto, exige-se uma mudança de óptica, uma percepção de que tudo está em constante transformação e que a inovação só acontece quando há colaboração.

Quanto às perspectivas para o futuro, este modelo de economia tenderá a ser cada vez mais adoptado e implementado uma vez que a sua base privilegia todos os elementos tendentes a manter um equilíbrio com o meio face aos desafios económicos actuais. A partilha, a reutilização dos recursos e espaços e a diminuição do desperdício são os grandes desafios dos nossos dias aos quais a economia colaborativa se propõe a responder.

Está pronto para abraçar esta nova tendência global?

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